Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Hora do Planeta

15
Abr16

Garrafa biodegradável hosi alga bele sai hanesan alternativa ba plástiku

SAPO TL

Garrafa bee ho plástiku bele demora to’o tinan  1.000 liu atu nabeen. karik aumenta tan dadus ne’e ho kuantidade garrafa ne’ebé  abitante iha Planeta hemu kada tinan, hamosu  númeru ne’ebé maka  inakreditável tebes  hosi  plástiku ne’ebé  ita soe iha Planeta to’o sai nakonu, liu tiha tinan barak hafoin ita mate, maibé ema lahanoin atu halo  resiklajen ka utiliza fila fali.





 


Designer produtu islandés Ari Jónsson deside muda lala’ok hosi  akontesimentu ne’e no kria garrafa biodegradável hosi alga, produtu ida ne’e sai duni,  loloos duni, alga. Garrafa ne’e mantéin nafatin nia forma to’o sai mamuk, ho ne’e, hahú tuun.


 


Garrafa ne’e aprezenta ba publiku iha Reiquiavique, Isándia nian, durante  iha DesignMarch, ne’ebé  hala’o foin lalais ne’e. “Li ne’ebé  50% hosi plástiku utiliza tiha ona dala ida no soe tiha ba liur, tamba ne’e ha’u hanoin katak presiza forma ida urjente atu  substitui ita nia moris loloron nian”, hatete  Jónsson durante iha DeisgnMarch. “Ho  razaun saida maka  ita utiliza materiál sira ne’ebé demora tinan atus resin sai ba natureza atu ita hemu duké  ita soe tiha?”, hatete ho pergunta retorika.


 


Solusaun iha ita boot sira nia garrafa alga? Imi  lahatene. Maibé ema ida labele hatete katak  designer islandés latenta.


 


SAPO TL ho Green Savers

13
Abr16

Malaui deklara estadu katástrofe naturál tanba rai-maran - Prezidente

SAPO TL

Prezidente Malaui, Peter Mutharika, deklara iha loron-kuarta ne'e estadu katástrofe natural iha nasaun tanba falta hahán, ne'ebé mosu tanba rai-maran ne'ebé atinji Áfrika Austral iha tinan ida resin nia laran. 


 



EPA@ Rungroj Yongrit


 


"Ha'u deklara katak Malaui iha estadu katástrofe natural hafoin períudu rai-maran ne'ebé naruk, durante époka agríkola 2015-2016", hatete hosi Mutharika iha komunikadu.


 


Aleinde Malaui, Mosambike, Zámbia no Zimbabué hasoru susar maka'as iha abastesimentu hahán nian, no Áfrika-Súl deklara ona rai-maran ne'e hanesan ida ne'ebé aat liu iha tinan 100 nia laran.


 


"Diminuisaun hosi kolleita previstu ba batar maka 12% resin relasionadu ho produsaun iha tinan liubá. Ema barak sei hetan susar ba hahán no sei presiza asisténsia humanitáriu iha tinan 2016-2017 nia laran", nia hatutan.


 


Programa Alimentár Mundial (PAM) indika ona katak agora daudaun fó asisténsia ba ema millaun tolu resin iha Malaui, ne'ebé hamutuk distritu 23 hosi distritu 28 maka afetadu.


 


"Situasaun hanesan todan tebes no ami hanoin katak situasaun aat liu seidauk akontese. Sei demora tempu atu situasaun ne'e sai di'ak. Bainhira di'ak iha fulan hirak tuirmai sei laiha signifikadu", hatete hosi David Orr, portavós hosi PAM ba Áfrika Austral.


 


Iha viziñu Zimbabué, ema millaun 2,8 - liu 1/4 hosi populasaun rural - laiha hahán sufisiente. PAM fornese, agora daudaun, asisténsia ba ema rihun 730 resin.


 


ho Lusa

13
Abr16

Malaui declara estado de catástrofe natural devido à seca - Presidente

SAPO TL

O Presidente do Malaui, Peter Mutharika, declarou hoje o estado de catástrofe natural no país devido à falta de alimentos, causada pela grave seca que atinge a África Austral há mais de um ano.


 



EPA@ Rungroj Yongrit



"Declaro o Malaui em estado de catástrofe natural depois dos prolongados períodos de seca, durante a época agrícola 2015-2016", indicou Mutharika, em comunicado.

Além do Malaui, Moçambique, Zâmbia e Zimbabué registam graves dificuldades no abastecimento de alimentos, enquanto a África do Sul declarou esta seca a pior em 100 anos.

"A diminuição da colheita prevista de milho é de cerca de 12% relativamente à produção do ano anterior. Mais pessoas terão dificuldade em conseguir alimentos e vão precisar de assistência humanitária ao longo de todo o ano 2016-2017", afirmou.

O Programa Alimentar Mundial (PAM) indicou prestar atualmente assistência a cerca de três milhões de pessoas no Malaui, onde 23 dos 28 distritos estão afetados.

"A situação é muito grave e pensamos que o pior ainda está para vir. Vai demorar muito tempo até que a situação melhore. Qualquer melhoria nos próximos meses será insignificante", disse David Orr, porta-voz do PAM para a África Austral.

No vizinho Zimbabué, 2,8 milhões de pessoas - mais de um quarto da população rural - não têm alimentos suficientes. O PAM fornece atualmente assistência a cerca de 730 mil pessoas.

com Lusa

12
Abr16

UE promove negósiu entre Europa ho Brazil ba projetu ambientál sira

SAPO TL

Uniaun Europeia sei promove troka esperiénsia no negósiu entre empreza brasileira no europeia sira hodi aumenta uzu teknolojia ne’ebé bele ajuda atu redús emisaun gás efeitu estufa iha indústria brazileira.



                                        Foto: © 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal


 


Projetu Low Carbon Business Action in Brazil (Ação Empresarial de Baixo Carbono no Brasil) identifika hela área no setór sira iha Brazil ne’ebé bele adere ba prosesu no teknolojia ho emisaun karbonu ki’ik.


 


Sei realiza enkontru negósiu tolu iha tinan ne’e no, pelumenus, tolu tan iha 2017, ho partisipasau empreza brazileira no europeia ki’ik ho média sira besik 720.


 


Enkontru dahuluk sei hala’o iha agostu, tuir Ajénsia Brazil.


 


Projetu ne’e sei finansia to’o 80% hosi kustu lojístiku no viajen empreza sira-nian, ho investimentu euro millaun tolu to’o 2018.


 


Sei lansa mós mekanizmu apoiu finanseiru nian atu empreza sira bele dezenvolve proposta sira.


 


Ricardo Esparta, espesialista iha teknolojia ho karbonu ki’ik iha projetu ne’e, hatete ba Ajénsia Brazil katak programa ne’e fó ajuda atu atinje "objetivu sira Konvensaun Klima" no apoia empreza europeia sira ho interese ekonómiku iha área no mós brazileira sira, fornese teknolojia ba sira hodi redús emisaun.


 


Tuir espesialista ne’e, setór ida ne’ebé mak tenke destaka mós iha enkontru entre emprezáriu sira mak biogás, haree ba iha Brazil eziste potensiál hodi prodús gás naturál, maibé falta teknolojia, hanesan ekipamentu hodi prodús no halo produtu ne’e sai moos ho maneira ne’ebé efisiente liu.


 


SAPO TL ho Lusa


 

12
Abr16

...

SAPO TL

A União Europeia vai promover a troca de experiências e negócios entre empresas brasileiras e europeias para aumentar o uso de tecnologias que ajudem a reduzir as emissões de gases de efeito estufa na indústria brasileira.



                                             Foto: © 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal




O projeto Low Carbon Business Action in Brazil (Ação Empresarial de Baixo Carbono no Brasil) está agora a identificar áreas e setores no Brasil que possam aderir a processos e tecnologias de baixa emissão de carbono.


 


Serão realizados três encontros de negócios este ano e, pelo menos, mais três em 2017, com a participação de cerca de 720 pequenas e médias empresas brasileiras e europeias.


 


O primeiro encontro deverá decorrer em agosto, segundo a Agência Brasil.


 


O projeto vai financiar até 80% dos custos logísticos e de viagens de empresas, num investimento de três milhões de euros até 2018.


 


Deverão ser lançados também mecanismos financeiros de apoio para que as empresas possam desenvolver as propostas.


 


Ricardo Esparta, especialista em tecnologias de baixo carbono do projeto, disse à Agência Brasil que este programa permite ajudar a atingir "os objetivos da Convenção do Clima" e apoiar as empresas europeias com interesse económico na área e simultaneamente as brasileiras, fornecendo-lhes tecnologias para a redução das emissões.


 


Segundo o especialista, um dos setores que devem ter destaque nos encontros entre empresários é o de biogás, dado que no Brasil existe potencial para a produção de gás natural, mas faltam tecnologias, como equipamentos para produzir e purificar o produto de maneira mais eficiente.


 


@Lusa

12
Abr16

UE promove negócios entre Europa e Brasil para projetos ambientais

SAPO TL

A União Europeia vai promover a troca de experiências e negócios entre empresas brasileiras e europeias para aumentar o uso de tecnologias que ajudem a reduzir as emissões de gases de efeito estufa na indústria brasileira.



                                             Foto: © 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal




O projeto Low Carbon Business Action in Brazil (Ação Empresarial de Baixo Carbono no Brasil) está agora a identificar áreas e setores no Brasil que possam aderir a processos e tecnologias de baixa emissão de carbono.


 


Serão realizados três encontros de negócios este ano e, pelo menos, mais três em 2017, com a participação de cerca de 720 pequenas e médias empresas brasileiras e europeias.


 


O primeiro encontro deverá decorrer em agosto, segundo a Agência Brasil.


 


O projeto vai financiar até 80% dos custos logísticos e de viagens de empresas, num investimento de três milhões de euros até 2018.


 


Deverão ser lançados também mecanismos financeiros de apoio para que as empresas possam desenvolver as propostas.


 


Ricardo Esparta, especialista em tecnologias de baixo carbono do projeto, disse à Agência Brasil que este programa permite ajudar a atingir "os objetivos da Convenção do Clima" e apoiar as empresas europeias com interesse económico na área e simultaneamente as brasileiras, fornecendo-lhes tecnologias para a redução das emissões.


 


Segundo o especialista, um dos setores que devem ter destaque nos encontros entre empresários é o de biogás, dado que no Brasil existe potencial para a produção de gás natural, mas faltam tecnologias, como equipamentos para produzir e purificar o produto de maneira mais eficiente.


 


@Lusa

04
Abr16

Tempestade hamosu problema sira iha Díli ho ai-hun barak monu no laiha eletrisidade

SAPO TL

Tempestade maka'as ida ho anin ho udan maka'as ne'ebé akontese la to'o minutu 30 hamosu problema oioin durante loron-segunda loraik ne'e iha Díli ho ai-hun sira monu hodi hamate ahi iha pontu oioin iha kapitál timoroan nian. 


 



Foto: António Casais


 


Laiha relatu ba vítima sira tanba tempestade ne'ebé akontese iha loron-segunda loraik iha oras lokal.


 


Ekipa hosi Eletrisidade sira Timor-Leste nian (EDTL) iha loraik ne'e tenta rekupera ligasaun oioin ne'ebé mate tanba ai-hun sira ne'ebé monu, hanesan akontese iha Avenida de Portugal, besik delegasaun Lusa nian.


 


Ai-hun barak monu besik iha Palásiu Governu, iha bairu Lecidere no iha sentru sidade nian, hamosu ahi mate iha tempu naruk.


 


"Iha problema barak iha fatin oioin iha sidade", hatete hosi fonte EDTL nian ba Lusa hodi esplika katak iha ekipa sira ne'ebé serbisu hela.


 


Ai-hun ida monu kona iha karreta ida ne'ebé para iha bairu farol ho ahi mate iha fatin oioin iha kapital timoroan nian.


 


Bee nakonu iha fatin oioin , inklui besik iha Embaixada Xina no Japaun nian no iha edifísiu CPLPnian, iha Parlamentu Nasional nia oin no besik iha Palásiu Prezidente Repúblika nian, ho mota ki'ik sira lori foer tonelada resin ba tasi-ibun no ba tasi.


 


Fonte sira hosi Timor Telecom konfirma ba Lusa katak tempestade la hamosu problema sira ba nia infraestrutura, maski interompe tiha durante tempu badak sinal hosi satelit nian.


 


ho Lusa

04
Abr16

Tempestade causa problemas em Díli com árvores caídas e cortes de luz

SAPO TL

Uma forte tempestade com rajadas de vento forte e chuva intensa durante menos de 30 minutos causou vários problemas durante a tarde de hoje em Díli com árvores derrubadas a cortar a luz em vários pontos da capital timorense. 


 



Foto: António Casais


 


Não há relatos de vítimas devido à tempestade, que ocorreu ao início da tarde, hora local.


 


Equipas da Eletricidade de Timor-Leste (EDTL) estavam a meio da tarde a tentar recuperar várias ligações cortadas devido à queda de árvores, como ocorreu na Avenida de Portugal, próxima da delegação da Lusa.


 


Árvores caíram ainda próximo do Palácio do Governo, no bairro de Lecidere e no centro da cidade, causando prolongados cortes de luz. "Há muitos problemas em vários locais da cidade", disse à Lusa fonte da EDTL explicando que há algumas equipas a trabalhar.


 


Uma árvore caiu em cima de um carro estacionado no bairro do farol com os cortes de luz a sentirem-se em vários pontos da capital timorense.


 


Em vários locais, incluindo próximo das Embaixadas da China e do Japão e do edifício da CPLP, em frente ao Parlamento Nacional e próximo do Palácio do Presidente da República estavam inundadas, com as ribeiras a transportar toneladas de lixo para as praias e mar.


 


Fontes da Timor Telecom confirmaram à Lusa que a tempestade não causou quaisquer problemas à sua infraestrutura, apesar de ter interrompido, durante um curto espaço de tempo o sinal de satélite.


 


com Lusa

04
Abr16

Populasaun kosteira oriental sira maka afetadu liu ho El Niño iha Timor-Leste

SAPO TL

Populasaun hosi zona kosteira sira hosi distritu timoroan sira nian iha Lautem ho Viqueque maka agora daudaun afetadu liu tanba impaktu hosi fenómenu El Niño iha Timor-Leste, ho risku aas ba falta hahán, haktuir relatóriu ida. 




EPA@ António Amaral


 


Relatóriu ikus hosi organziasaun Seeds of Life, ne'ebé monitoriza hela impaktu hosi fenómenu El Niño, refere katak rejiaun sira ne'e iha situasaun emerjénsia no "tenki iha asisténsia lalais".


 


Iha tempu hanesan estudu rekomenda monitorizasaun iha illa Ataúro no iha enklave Oecusse, liuliu iha zona kosteira sira, tanba kolleita ne'ebé ladún iha.


El Niño hanesan naran ne'ebé fó ba padraun klimátiku ida ne'ebé asosiadu ho perídu naruk hosi akesimentu iha Pasífiku tropikál sentrál no oriental.


 


Fenómenu sira El Niño maka hanesan alterasaun sira hosi fulan 12 no 18 iha distribuisaun ba temperatura hosi superfísie bee nian iha Oseanu Pasífiku, ne'ebé iha efeitu sira iha meteorolojia rejiaun nian.


 


Espesialista sira refere katak fenómenu iha tinan ne'e - ida ne'ebé rejista maka'as liu - hahú iha fulan-Maiu tinan liubá, ho intensidade ida entre "moderadu no forte" no karik sei dura to'o tinan 2016 nia klaran.


 


Iha kazu Timor-Leste nian, fenómenu halo udan to'o tarde no besik hotu ona hodi hamosu susar ba agrikultór sira nasaun nian, liuliu iha parte kuda hare no batar no problema hahán ba família barak.


 


Relatóriu ikus hamutuk hosi organizasaun sira hanesan Care, Caritas, Oxfam, PLAN ho World Vision, haree, hanesan ezemplu, katak 62% hosi inkiridu sira hato'o katak udan ladún tau, ho 26% tenki muda nia fonte primáriu no tersu rua tenki ba fonte bee nian ne'ebé laiha protesaun (mota ka bee-lihun).


 


70% resin hatete katak laiha bee ba sira nia kultura no 44% esplika katak iha dieta ne'ebé maka'as liu duké hanesan baibain, ho metade refere ba diminuisaun ida iha númeru refeisaun.


 


Bainhira kuda hare no batar la hetan udan-been sai hanesan problema iha fatin balun, udan boot senti iha zona prinsipál balun iha foho sira nian ne'ebé hanesan fatin agríkola, hanesan problema ida ba diminuisaun hosi modo-tahan sira, ho agrikultór barak maka kesar kona-bá bee-sa'e no destruisaun iha sira nia produsaun.


 


Peter Dougan hanesan responsável hosi empreza FarmPro ne'ebé serbisu hamutuk ho agrikultór na'in 60 resin hosi zona sira Ermera no Bobonaro, hodi fornese modo-tahan ba supermerkadu prinsipál sira, hotel sira no restaurante sira iha Díli, semana ida dala rua.


 


Nia esplika katak, tinan-tinan, iha tempu ne'e, baibain verifika falta balun iha modo-tahan, ho udan ne'ebé maka'as estraga no hamenus produsaun hosi brókolu sira, kouve xineza (bok choi), kouve-flor, alfase ka tomate.


 


Situasaun "normal" ida maibé, nia insisti katak, bele hahú koriji ho estratéjia sira hodi hasoru ho époka udan nian, liuliu produsaun metin sira ne'ebé hahú halo iha fatin balun iha nasaun laran maibé la to'o ba merkadu.


 


"Produtór sira modo-tahan nian hasoru susar beibeik bainhira udan tau maka'as. Bee-sa'e ka tahu ne'ebé estraga produsaun sira. Sira ne'ebé hahú moris hetan atake hosi moras ka insetu", nia eplika ba Lusa.


 


"Prudutu sira ne'ebé gosta udan hanesan berinjela ka kanku moris di'ak maibé sira seluk iha difikuldade", nia hatete.


 


Ne'e bele haree ona iha supermerkadu sira iha Díli ne'ebé iha aumenta hosi konsumidór sira no ladún iha oferta hodi halo prateleira sira modo-tahan oioin mamuk tebes.


 


Loja ida ne'ebé Lusa vizita iha loron-segunda ne'e iha de'it kouve roxa ho lakeru. "Tenki dezenvolve estratéjia foun sira hodi hasoru époka udan sira ne'ebé hanesan fenómenu ida iha tinan-tinan", hatete hosi Peter Dougan.


 


ho Lusa

04
Abr16

Populações costeiras orientais são as mais afetadas pelo El Niño em Timor-Leste

SAPO TL

As populações das zonas costeiras dos distritos timorenses de Lautem e Viqueque são atualmente as mais afetadas pelo impacto do fenómeno do El Niño em Timor-Leste, com risco elevado de falta de alimentos, segundo um relatório.




EPA@ António Amaral


 


O último relatório da organização Seeds of Life, que tem vindo a monitorizar o impacto do fenómeno El Niño, refere que estas regiões estão numa situação de emergência e "requerem assistência imediata".


 


Paralelamente o estudo recomenda monitorização da ilha de Ataúro e do enclave de Oecusse, especialmente nas suas zonas costeiras, devido a menores colheitas.


 


O El Niño é o nome dado a um padrão climático associado a um longo período de aquecimento no Pacífico tropical central e oriental.


 


Os fenómenos El Niño são alterações de entre 12 e 18 meses na distribuição da temperatura da superfície da água do Oceano Pacífico, que têm efeitos na meteorologia da região.


 


Especialistas referem que o fenómeno deste ano - um dos três maiores já registados - começou em maio do ano passado, com uma intensidade entre "moderada e forte", e deverá prolongar-se pela primeira metade de 2016.


 


No caso de Timor-Leste o fenómeno adiou o começou da estação das chuvas, que está quase a terminar, causando dificuldades a muitos dos agricultores do país, especialmente nas culturas de arroz e milho e problemas alimentares para muitas famílias.


 


O último relatório conjunto das organizações Care, Caritas, Oxfam, PLAN e World Vision, nota, por exemplo, que 62% dos inquiridos reportaram chuvas abaixo da média, com 26% a terem que mudar a sua fonte primária e dois terços a recorrerem a fontes de água não protegida (rio ou lagoa).


 


Cerca de 70% dizem não ter água para as suas culturas e 44% explica estar com uma dieta ainda mais restrita do que o normal, com mais de metade a referir uma redução no número de refeições.


 


Se nas culturas do arroz e do milho a falta de chuva foi e é um problema em alguns locais, as chuvas mais intensas que se têm feito sentir em algumas das principais zonas montanhosas agrícolas, são um problema para a produção de verduras e legumes, com muitos agricultores a relatarem cheias e a destruição da sua produção.


 


Peter Dougan é o responsável da empresa FarmPro que trabalha com cerca de 60 agricultores das zonas de Ermera e Bobonaro, fornecendo verduras e legumes aos principais supermercados, hotéis e restaurantes de Díli, duas vezes por semana.


 


Anualmente, por esta altura, explica, é comum que se verifiquem algumas carências de verduras, com as chuvas intensas a danificarem e a reduzirem produção de brócolos, couve chinesa (bok choi), couve-flor, alface ou tomate.


 


Uma situação "normal" mas que, insiste, pode começar a ser corrigida com estratégias para lidar com a época das chuvas, nomeadamente produções cobertas que começam a ser feitas em alguns pontos do país mas são ainda insuficientes para o mercado.


 


"Os produtores de verduras debatem-se sempre por esta altura com demasiada chuva. Inundações ou lama que destrói as produções. Algumas das que crescem são depois atingidas por insetos ou doenças", explicou à Lusa.


 


"Produtos que gostam de chuva, como a beringela ou o kancun (variedade local de espinafre), dão-se bem, mas os outros têm grandes dificuldades", explicou.


 


Isso nota-se já nos supermercados de Díli onde o aumento dos consumidores e a menor oferta deixou as prateleiras de verduras e legumes de vários completamente vazias.


 


Num deles, visitado hoje pela Lusa, só havia à venda couve roxa e abóbora. "É preciso desenvolver novas estratégias para lidar com a época das chuvas que é um fenómeno anual", disse Peter Dougan.


 


com Lusa

Pág. 2/2

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D