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Hora do Planeta

18
Nov16

Timor-Leste pretende ter até 2030 metade da produção elétrica oriunda de renováveis

SAPO TL

Timor Leste pretende, até 2030, que 50% de sua produção elétrica seja oriunda de fontes renováveis, especialmente a solar, disse ontem à Lusa o diretor geral da Eletricidade do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicação timorense.





Foto:joalarcao


 


"A meta para 2030 é chegar a 50% de renováveis. Este é um plano ambicioso e queremos fazer a conversão das termoelétricas de diesel para gás. Esperemos que, em 2017, possamos discutir internamente com o novo Governo em Timor-Leste", afirmou Virgílio Fátima Guterres, que está na Cimeira do Clima (COP 22), em Marraquexe.


 


Timor-Leste tem uma matriz elétrica movida a centrais termoelétricas a diesel. São duas centrais de 250 megawatts.


 


"É uma energia fóssil e o custo é muito alto em termos de manutenção e operação. As termoelétricas a diesel representam 99% da geração de eletricidade", disse.


 


Atualmente, é o Estado que está a arcar com a transição energética e a implantação das renováveis. Mas no futuro, Virgílio Guterres disse que a ideia é abrir para o mercado privado.


 


"Hoje a geração elétrica está nas mãos do Estado, mas a participação do setor privado será muito importante", disse.


 


Segundo o diretor geral da Eletricidade, a potencialidade para as renováveis em Timor-Leste é de 452 megawatts incluindo as fontes hídricas, solar, eólica e biomassa.


 


Timor-Leste deve apostar primeiro na solar como a principal das renováveis. O país tem apenas uma pequena central hidroelétrica de 322 kilowatts e ainda não desenvolveu a eólica.


 


Virgílio Guterres destacou que a cooperação técnica será imprescindível para Timor-Leste conseguir avançar no seu plano estratégico de desenvolvimento nacional até 2030.


 


"Cooperação técnica é muito importante neste momento. Precisamos de técnicos qualificados. No futuro, Portugal poderá cooperar com Timor-Leste em termos técnicos", estimou o responsável.


 


A cobertura elétrica do país chega a 84% dos lares timorenses que já têm acesso às formas modernas de eletricidade. Entre esses, 11% dos lares são iluminados por fontes oriundas de renováveis.


 


Ontem, o Ministro do Comércio, Indústria e Ambiente timorense, Constâncio da Conceição Pinto, reuniu-se à margem da COP22 com o ministro do Ambiente de Portugal, João Pedro Matos Fernandes.


 


Timor-Leste pretende obter recursos do Fundo Verde do Clima para tentar financiar os seus projetos de transição elétrica. Por fazer parte do grupo de países menos desenvolvidos, Timor-Leste pode ter mais facilidades em obter financiamento.


 


A 22.ª Conferência Quadro das Partes sobre Mudanças Climáticas (COP 22) continuará em Marraquexe até sexta-feira.


 


@Lusa

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