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Hora do Planeta

04
Out16

Ilhas do Pacífico em risco de fome e sede generalizada -- relatório

SAPO TL

A menor possibilidade de obter água potável e alimentos nas ilhas do Pacífico representa uma ameaça para as comunidades indígenas e rurais, especialmente para mulheres e crianças, alerta um relatório divulgado hoje na Nova Zelândia.





 


O trabalho da Cáritas Aotearoa sobre a situação ambiental na Oceania indica que os fenómenos meteorológicos extremos combinados com os contínuos efeitos das alterações climáticas favorecem a perda severa de alimentos e água potável na região.


 


A diretora da filial neozelandesa da organização, Julianne Hickey, assinalou que nas Fiji muitas crianças comem raízes de mandioca amaciadas com paracetamol e que na Papua Nova Guiné muitas pessoas tiveram de caminhar durante dias para obter comida e água devido ao fenómeno El Niño.


 


Este fenómeno provocou secas em toda a região e no seu ponto alto fez com que cerca de 4,7 milhões de pessoas ficassem sem água e comida, segundo o relatório.


 


O El Niño exacerbou a situação de escassez de água que afeta a Papua Nova Guiné, onde 60% da população não tem acesso a fontes seguras de água, uma taxa considerada a mais elevada do mundo.


 


A organização alertou que em países como as Fiji, Vanuatu ou Tonga a falta de alimentos adequados e de água, devido a um clima extremo, terá um impacto negativo a longo prazo na saúde da população e no acesso das crianças à educação.


 


"Ouvimos falar de fome, de gente que morre por causa dela, de fome e sede", disse Hickey à Rádio New Zeland.


 


Apesar de a Oceania não constar das estatísticas mundiais sobre insegurança alimentar, o relatório sublinha a vulnerabilidade das fontes de água e alimentos na região quando ocorrem eventos extremos como o El Niño ou ciclones de categoria 5.


 


A Cáritas recordou que a erosão das costas, as inundações e a salinização dos poços de água continuam a ameaçar os povos do Pacífico, que estão a deslocar-se como consequência do aumento do nível do mar.


 


A organização criticou a atual política de apoio ao desenvolvimento da Nova Zelândia e da Austrália nesta região e apelou a uma concentração dos esforços para combater o impacto das alterações climáticas.


 


@Lusa

04
Out16

Illa sira hosi Pasífiku iha risku hamlaha no hamrok ne’ebé maka’as -- relatóriu

SAPO TL

Posibilidade kiik liu atu hetan bee moos no ai-han iha illa sira Pasífiku nian reprezenta ameasa  ida ba komunidade  indíjena no rurál, liliu ba feto no labarik sira, alerta relatóriu ida ne’ebé fó sai ohin iha Nova Zelándia.





 


Servisu hosi Cáritas Aotearoa kona-ba  situasaun  ambientál iha Oseania hatudu katak fenómenu meteorolójiku estremu kombina ho efeitu iha alterasaun klimátika ne’ebé kontinua  favorese ai-han no bee-moos menus iha rejiaun.


 


Diretora filial neozelandeza organizasaun nian, Julianne Hickey, afirma katak iha Fiji labarik barak  han ai-fariña nia abut ho paracetamol no Papua Nova Guiné ema barak  tenki la’o-ain durante loron tomak atu hetan ai-han  no bee tamba fenómenu El Niño.


 


Fenómenu ne’e provoka rai-maran iha rejiaun hotu no ninia pontu altu halo ema besik millaun 4,7 laiha bee ho ai-han, tuir  relatóriu ne’e.


 


El Niño halo  situasaun sai piór liu iha bee ne’ebé  afeta Papua Nova Giné, kuaze  60% hosi populasaun laiha asesu ba fonte segura iha bee, taxa ida ne’ebé maka konsidera aas liu iha mundu.


 


Organizasaun ne’e  alerta katak iha nasaun sira hanesan Fiji, Vanuatu ka Tonga menus adekuasaun iha ai-han no bee, tanba klima extremu, fó impaktu negativu ho tempu naruk ba saúde populasaun no  asesu labarik sira nian ba edukasaun.


 


"Ita rona ema koa’lia hamlaha, ema mate tanba kauza hosi nia, iha hamlaha no hamrok", haktuir Hickey ba Rádio New Zeland.


 


Maski  Oseania latama iha estatístika mundiál kona-ba inseguransa ai-han, relatóriu ne’e haktuir  vulnerabilidade bee no ai-han iha rejiaun bainhira akontese  eventu estremu hanesan  El Niño ou siklone ho kategoria 5.


 


 Cáritas ne’e rekorda katak  erozaun iha kosta, inundasaun no salinizasaun iha  bee-matan nian  kontinua fó ameasa ba povu Pasífiku sira, ne’ebé iha  deslokasaun tanba konsekuénsia hosi aumentu nível tasi nian.


 


Organizasaun ne’e kritika polítika atuál ba apoiu dezenvolvimentu Nova Zelándia no Austrália ba rejiaun ne’e no apela atu iha  konsentrasaun esforsu hodi  kombate impaktu hosi alterasaun klimátika.


 


SAPO TL ho Lusa


 

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