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Hora do Planeta

20
Nov15

Proposto painel da CPLP sobre alterações climáticas

SAPO TL

O brasileiro Tércio Ambrizzi, especialista em alterações climáticas, propôs ontem em Lisboa a criação de um painel intergovernamental, envolvendo todos os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), para estudar e apoiar os decisores sobre este fenómeno.





O professor da Universidade de São Paulo, no Brasil, sugeriu a criação de um "painel intergovernamental" da comunidade lusófona e de um "núcleo de apoio à pesquisa" sobre alterações climáticas, durante a sua intervenção no 1.º Congresso CPLP sobre alterações climáticas, que decorre hoje e sexta-feira em Lisboa.


 


"Talvez pudéssemos pensar criar aqui algo nesse sentido, para o desenvolvimento de pesquisa e ajudar os tomadores de decisão sobre as direções a seguir", defendeu Tércio Ambrizzi.


 


"Devemos juntar-nos para fazer um documento único, para que, sabendo as diferenças e as fraquezas de cada um de nós, nos possamos aliar e combater melhor e mitigar as ações das mudanças climáticas", sugeriu o especialista.


 


Para Ambrizzi, a colaboração deve ser feita através das universidades e investigadores dos diferentes países da CPLP, mas contando com o "suporte inicial" dos governos.


 


Durante a manhã, investigadores do Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Portugal apresentaram projetos a decorrer nos respetivos países para contrariar os efeitos das alterações climáticas, tornando evidente as diferenças entre os países que são emissores de gases com efeito de estufa - como Brasil, Angola ou Portugal - ou outros cujo contributo é quase nulo, mas que são mais suscetíveis de sofrer os impactos das mudanças do clima.


 


Entre os países lusófonos, destacam-se a Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe como países que pouco contribuem para as emissões de gases com efeitos de estufa, mas que sofrem mais com os seus efeitos, como a diminuição das chuvas ou ocorrência de chuvas torrenciais, inundações, secas ou ciclones.


 


"Temos de compatibilizar [estas diferenças]. Na verdade, os pequenos países não contribuem, mas são aqueles que vão sofrer mais, principalmente os que são ilhas - o aumento do nível do mar está a ocorrer e vai continuar a ocorrer. Eles poderiam estar mais próximos e aproveitar a oportunidade de contar com a ajuda dos países mais poluidores, e que deveriam ter uma ação mais imediata", sustentou o especialista brasileiro.


 


@Lusa

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