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Hora do Planeta

24
Ago15

Países lusófonos sofrem falta de fundos para sustentabilidade ambiental

SAPO TL

Todos os países lusófonos sofrem de falta de fundos para investir na sustentabilidade ambiental, segundo declarou à Rádio ONU o secretário-executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), Bráulio Dias.




 


O responsável atentou nas diferentes causas por trás das limitações do investimento dos países de língua portuguesa, que variam segundo a situação política e económica específica de cada país.


 


"Países como Guiné-Bissau, por exemplo, pouco avançaram devido às dificuldades económicas e políticas", explicou, enquanto países como Timor-Leste estão a começar "quase do zero, nestes últimos anos, a fazer um esforço para implementar essa agenda".


 


Angola e Moçambique "têm uma biodiversidade imensa", mas que foi "muito impactada durante todo o período de guerra civil".


 


No entanto, os dois países africanos estão a fazer "um grande esforço de recuperação", nomeadamente Moçambique, que duplicou as áreas protegidas nas últimas décadas.


 


Para o especialista, a prioridade dos esforços da comunidade lusófona africana deve ser o controlo das espécies invasoras e a proteção das que são vulneráveis às mudanças climáticas.


 


Quanto a Portugal, "o grande desafio", considerou, é superar a "crise financeira e poder voltar a ampliar os seus investimentos" na proteção da biodiversidade. "O país tem um Instituto de Conservação da Biodiversidade muito bem estruturado, e programas muito importantes na área da biodiversidade marinha", elogiou.


 


Para o secretário da CDB, o Brasil obtém nota positiva, apresentando "resultados bastante significativos", duplicando a extensão das suas áreas protegidas e sendo "o país que mais reduziu as taxas de desmatamento e desflorestação em todo o mundo nesta última década". "Houve uma redução de mais de 80% das taxas de perda de biodiversidade do Brasil desde 2005 até agora", acrescentou.


 


A CDB é um tratado da Organização das Nações Unidas e um dos mais importantes instrumentos internacionais relacionados ao meio ambiente.


A Convenção foi estabelecida durante a ECO-92 -- a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), realizada no Rio de Janeiro em junho de 1992 -- e é hoje o principal fórum mundial para questões relacionadas com o tema.


 


Mais de 160 países já assinaram o acordo, que entrou em vigor em dezembro de 1993.


 


com Lusa

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