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Hora do Planeta

28
Nov16

67% dos corais da parte norte da Grande Barreira está morto

SAPO TL

Sessenta e sete por cento dos corais no norte da Grande Barreira da Austrália, que fica no nordeste do país, morreu nos últimos oito ou nove meses, de acordo com um estudo científico hoje divulgado. 


 



Foto@ XL Catlin Seaview Survey Austrália & New Zealand Out/EPA


 


"Esta região tinha escapado com pequenos danos devido à descoloração entre 1998 e 2002, mas desta vez foi realmente afetada", disse Terry Huhes, diretor do Conselho de Investigação Australiana, que conduziu o levantamento aéreo da área.


 


"A boa notícia é que dois terços dos corais no sul da Grande Barreira escaparam com danos mínimos", disse Andrew Baird, do mesmo Conselho, que dirigiu os mergulhos realizados em outubro e novembro.


 


Especialistas estimam que a região norte da Grande Barreira de Coral precisará entre 10 e 15 anos de tempo para recuperar os seus corais, a menos que as alterações climáticas modifiquem os ciclos e façam com que se reproduzam mais rapidamente.


 


Vários estudos científicos publicados este ano alertaram sobre o mau estado dos corais da Grande Barreira que, com os seus 2.300 quilómetros de extensão, é o maior sistema de corais do mundo e considerado Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).


 


A Grande Barreira de Coral, que abriga 400 tipos de corais, 1.500 espécies de peixes e 4.000 variedades de moluscos, começou a deteriorar-se na década de 1990 devido ao aquecimento do oceano e ao aumento da acidez da água pelo aumento da presença de dióxido de carbono na atmosfera.


 


com Lusa

22
Nov16

Recordes das temperaturas altas vão ser mais frequentes do que das frias

SAPO TL

Um estudo divulgado, nesta segunda-feira, prevê que os recordes diários de temperaturas elevadas nos EUA vão ser batidos com mais frequência do que no caso das frias. 


 



AFP Photo@ Jim Watson


 


Normalmente, o país tem registado o mesmo número de máximos de temperaturas quentes e frias ao longo dos anos. Mas desde 2010 que isso deixou de acontecer, com os recordes dos dias quentes a mais do que duplicarem os dos dias frios.


 


O estudo, publicado nos Anais da Academia norte-americana de Ciências, prevê que à medida que as alterações climáticas se intensificarem este rácio suba para cerca de 15 recordes de calor por cada um de frio.


 


O autor principal do estudo, Gerald Meehlm, do Centro norte-americano de Investigação Atmosférica, estimou que este rácio tão desequilibrado pode ocorrer dentro de 50 anos a partir de agora, se as emissões de gases com efeito de estufa, resultantes da queima de carvão, petróleo e gás, continuarem com o ritmo atual.


 


com Lusa

24
Out16

Konsentrasaun hosi dióksidu karbonu (CO2) iha atmosfera to'o rekord foun - ONU

SAPO TL

Konsentrasaun hosi dióksidu karbonu (CO2) iha atmosfera to'o ona rekord ba parte 400 parte tuir millaun ida (ppm) iha tinan 2015, marka istóriku ida ba saúde planeta nian, alerta hosi ONU iha loron-segunda ne'e. 


 



Foto@ Bernd Settnik / EPA


 


Gás sira ho efeitu estufa ultrapasa ona limiti hosi 400 ppm iha fulan balun nia laran, iha fatin espesífiku sira, maibé nunka iha baze anual global, hatete hosi Organizasaun Meteorolójiku Mundial (OMM), ajénsia hosi ONU nian.


 


Iha boletin ikus kona-ba gás sira ho efeitu estufa, OMM rejista mós "aumentu ida ba rekord foun sira" iha tinan ne'e hosi taxa sira konsentrasaun CO2 nian, kalkula katak ba média anual sei mantén aas hosi 400 ppm "ba jerasaun barak nia laran".


 


Aumentu hosi konsentrasaun CO2 nian akontese balun tanba "El Niño" maka'as, fenómenu meteorolójiku ne'ebé rejista iha tinan haat ka tinan lima nia laran ho efeitu manas ida ne'ebé jeneralizadu.


 


"El Niño" hamosu ona "rai-maran iha rejiaun tropikal sira no hamenus kapasidade hosi aborsaun hosi CO2 iha ai-laran sira, vejetasaun no iha oseanu sira", haktuir hosi OMM. Petteri Taalas, responsável hosi ajénsia, ho sede iha Jenebra, hatete ona katak maski fenómenu hahú diminui maibé "alterasaun klimátiku sira la'e".


 


Taalas felisita ona akordu ne'ebé hetan iha Kigali iha inísiu fulan ne'e nian, ne'ebé hanoin ba eliminasaun tuir faze hosi hidrofluorokarbonetu sira (HFC), kategoria ida hosi gás sira ne'ebé iha efeitu estufa aas tebes, uza liuliu iha jeleira sira no aparellu sira ár kondisionadu sira.

Responsável hosi OMM hatete ona katak lahó asaun ida hanesan hodi halakon emisaun sira hosi CO2 nian, mundu sei falla nafatin ba objetivu sira ne'ebé defini iha akordu istóriku hosi Paris kona-ba diminuisaun hosi emisaun gás sira ne'ebé iha efeitu estufa.

Boletin anual hosi OMM kona-ba gás sira ho efeitu estufa analiza konsentrasaun hosi gás sira iha atmosfera no la'ós emisaun sira.


Aleinde CO2, relatóriu ne'e haree taxa sira konsentrasaun metanu nian, óksidu nitrozu nian no gás sira seluk ho impaktu maka'as iha alterasaun klimátiku sira.

ho Lusa

27
Set16

Angola é o país lusófono com maior mortalidade associada à poluição do ar - OMS

SAPO TL

Angola é o país lusófono - e um dos oito países africanos - com maior taxa de mortalidade associada à poluição atmosférica, com 50 pessoas em cada 100 mil a morrerem devido à exposição a ar exterior de má qualidade. 


 



Ar poluido na cidade de Beijing, China. Imagem tirada no dia 22 de Dezembro 2015. Foto@ Wu Hong / EPA


 


Os dados constam do relatório "Poluição do ar ambiente: Uma avaliação Global da Exposição e do peso da doença", hoje divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e que conclui que três milhões de pessoas morrem todos os anos por causas associadas à poluição do ar exterior e que 92% da população mundial respira ar poluído.


 


Com recurso a um novo modelo de avaliação da qualidade do ar, a OMS confirma que mais de nove em cada dez humanos vivem em locais onde a qualidade do ar exterior excede os limites definidos.


 


A OMS define como limite uma concentração anual média de 10 microgramas por metro cúbico de partículas finas (PM2,5), valor que, segundo o relatório, é excedido em todos os países lusófonos exceto Portugal (nove) e Brasil (10).


 


Nesta tabela, o país lusófono mais mal classificado é Cabo Verde, que apresenta uma concentração média de 36 microgramas de partículas finas por cada metro cúbico, quando se tem em conta as medições em ambiente rural e urbano.


 


A Guiné Equatorial apresenta uma concentração média anual de 33 microgramas de partículas finas por metro cúbico, a Guiné-Bissau 27, Moçambique 17, Timor-Leste 15 e São Tomé e Príncipe 13.


 


Quando consideradas apenas as medições em ambiente urbano, Angola é o país lusófono com piores resultados, apresentando uma concentração média anual de 42 microgramas de partículas finas por metro cúbico de ar, valor que desce para 27 quando se tem em conta as zonas rurais e urbanas.


 


Os números têm por base medições através de satélite, modelos de transporte aéreo e estações de medição da poluição atmosférica em mais de 3.000 localidades, tanto rurais como urbanas, e o estudo foi desenvolvido pela OMS em colaboração com a Universidade de Bath, no Reino Unido. O relatório faz também uma avaliação do impacto da exposição ao ar poluído na saúde, tendo em conta dados do ano 2012.


 


A nível global, os autores concluem que três milhões de mortes anuais estão associadas à poluição atmosférica, nomeadamente doenças respiratórias agudas, doença pulmonar obstrutiva crónica, cancro do pulmão, doença isquémica do coração e acidente vascular cerebral.


 


Entre os países lusófonos, Angola é o país com mais mortes associadas à poluição atmosférica - 51 por cada 100 mil habitantes.


 


Quando comparado com os restantes países africanos, apenas sete têm uma taxa superior: Mali (60), Burkina Faso (58), Níger (57), Eritreia (56), e Benim, Chade e República Democrática do Congo (52).


 


A Guiné Equatorial apresenta uma taxa de 50 mortes associadas à poluição do ar exterior em cada 100 mil habitantes, a Guiné-Bissau 47, Cabo Verde 37, Timor Leste 31, São Tomé e Príncipe 26, Brasil 14 e Portugal sete.


 


Segundo o relatório, as partículas poluentes consistem numa mistura complexa de partículas sólidas e líquidas de substâncias orgânicas e inorgânicas em suspensão no ar.


 


A maioria dos seus componentes são sulfatos, nitratos, amónia, cloreto de sódio, negro de carbono e pó mineral, entre outros.


 


As partículas iguais ou menores do que 10 micrómetros de diâmetro são particularmente perigosas porque podem penetrar e instalar-se nos pulmões.


 


com Lusa

16
Set16

O ano de 2016 está a caminho de tornar-se no mais quente da história

SAPO TL

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) indicou hoje que 2016 está a caminho de se converter no ano mais quente de que há registos históricos e este pode ser o padrão de uma nova realidade. 


 



Pôr-do-sol em Hanover, Alemanha. Foto@ Julian Stratenschulte / EPA


 


“Fomos testemunhas de um período prolongado de calor extraordinário e tudo indica que se isto se converterá na nova norma”, afirmou Petteri Taalas, secretário-geral da OMM, citado pela agência EFE.


 


O ano está a ser marcado pelo registo de níveis de concentração de dióxido de carbono extremamente altos e pela quebra sucessiva de recordes de temperatura, assinalou ainda o finlandês que dirige a agência das Nações Unidas para o clima.


 


Esta situação e o aquecimento das águas dos oceanos esteve na origem do fenómeno de branqueamento dos corais, sublinhou ainda.


 


“O período excecionalmente prolongado de aquecimento global continuou em agosto, que foi o mais quente nos registos tanto na superfície da terra como nos oceanos”, acrescentou a porta-voz da OMM, Claire Nullis, que citou dados da agência espacial norte-americana (NASA) e do Centro Europeu para as Previsões Meteorológicas a Médio Prazo.


 


Por outro lado, de acordo com os últimos dados, também a superfície de gelo do Ártico alcançou durante o verão boreal, no passado dia 10 de setembro, a segunda mais pequena extensão de sempre, desde que começaram a ser realizados registos por satélite, há 37 anos. A extensão da superfície de gelo este ano apenas é comparável com a verificada em 2007.


 


A extensão de gelo no Ártico foi de 4,14 milhões de quilómetros quadrados e os cientistas acreditam que a situação só não foi mais dramática devido ao verão fresco este ano nessa parte do mundo, em razão de períodos nublados e tempestades regulares.


 


“Essas condições climatéricas desaceleram a perda de gelo durante o verão, mas no essencial estamos apenas um degrau abaixo do recorde”, indicou Nullis.


 


A menor superfície de gelo ártico data de 17 de setembro de 2012, quando diminuiu até aos 3,39 milhões de quilómetros quadrados.


 


com Lusa

01
Set16

Nova app da NASA transforma utilizadores em "cientistas civis"

SAPO TL

A NASA está a desafiar os utilizadores a prestarem mais atenção ao que os rodeia e, ao mesmo tempo, a ajudarem a comunidade científica a melhor compreender o mundo onde vivemos. 


 



 


Chama-se GLOBE Observer e pretende transformar os utilizadores em “investigadores de campo”. O objetivo desta app gratuita é recolher imagens que possam ajudar estudantes e académicos das Ciências nas suas investigações sobre a Terra, ao servirem de complemento aos dados recolhidos pelos satélites.


 


A NASA desafia os utilizadores a captarem imagens dos céus e das nuvens. Estas imagens irão ajudar estudantes e cientistas de todo o mundo a estudarem o nosso planeta e os seus fenómenos, como, por exemplo, o das alterações climáticas.


 


Depois de carregadas na app, estas imagens são então integradas numa base de dados da GLOBE, onde podem posteriormente ser acedidas pela comunidade científica mundial.


 


Através da GLOBE Observer, os “cientistas civis” classificam o céu como limpo ou nublado, e, neste último caso, caracterizam as nuvens que veem. A app preenche automaticamente dados relativos à localização e à hora.


 


Não é necessária internet para captar as imagens através da app, apenas para a submeter à avaliação dos peritos da GLOBE, que publicarão as imagens no site do projeto.


 


A GLOBE Observer está disponível para Android e para iOS.


 



 


Fonte: SAPO Tek

08
Ago16

E se o mundo só tivesse 100 pessoas, como seria a distribuição de recursos?

SAPO TL

As contas parte dos números da CIA mas juntam mais dados dispersos. E mais importante do que isso, colocam tudo num nível de grandeza mais fácil de reconhecer por todos. 






 


A lógica de que 100 pessoas podem representar os 7 mil milhões da população mundial é aplicada pela organização sem fins lucrativos 100 People que se dedica a aplicar o modelo e fazer um retrato mundial. Mas a ideia foi levada mais longe e pode ajudar a compreender a forma como os recursos do planeta estão distribuídos.


 


É a partir da aplicação deste modelo que um vídeo mostra, preto no branco, um retrato da população mundial e do acesso à educação, água potável, e riqueza, entre outros.


 


No retrato mundial do 100 People também se pode ter acesso a estatísticas e aos principais temas que afetam o desenvolvimento global, desde o ambiente à energia, guerra e abrigo.


 



 


Fonte: SAPO Tek

22
Jun16

Estado australiano compra criação de gado para proteger a Barreira de Coral

SAPO TL

Um estado da Austrália comprou hoje uma criação de gado, que produz resíduos que ameaçam a Grande Barreira de Coral, para contribuir para a proteção deste sítio icónico classificado como património da Humanidade.


 



Foto da Grande Barreira de Coral (Austrália). Mike McNamara © OUR PLACE The World Heritage Collection



A Grande Barreira de Coral teve nos últimos meses o pior episódio de branqueamento devido ao aumento da temperatura da água. Uma grande parte do recife perdeu a cor e cerca de um quarto dos corais morreram.

O recife está também fragilizado pelos resíduos agrícolas. Uma das principais fontes destes resíduos são as criações de gado de Springfield que vão até 560 quilómetros quadrados depois de Cooktown, no estado de Queensland.

O ministro do Ambiente de Queensland, Steven Miles, disse que Springfield gera muitos resíduos que se vão depositar na parte norte da grande barreira, a mais afetada pelo branqueamento.aus

"Os sedimentos e os nutrientes associados têm vários impactos no recife, por isso esta compra de terrenos é determinante", disse a propósito desta compra de sete milhões de dólares australianos (2,5 milhões de dólares).

Estes sedimentos depositam-se no recife, bloqueiam a luz, sufocam os organismos marinhos e constrangem o crescimento do coral e das plantas marinhas.

"Devemos assegurar que o recife tem a melhor hipótese de recuperar deste episódio de branqueamento, garantindo que a água que chega é a mais limpa possível", acrescentou o ministro.

"É necessário reforçar as medidas de controlo da erosão do solo das ravinas e dos rios no norte de Queensland", continuou o ministro.

Segundo os cientistas, vai ser necessário pelo menos dez anos para que a barreira de coral se reabilite e a World Wide Fund For Nature (WWF) estima que a qualidade da água vai ser crucial para a sobrevivência do recife.

"O governo nunca tinha comprado terras para proteger a qualidade da água na grande barreira", disse o porta-voz da WWF australiana, Sean Hoobin, elogiando a decisão "sem precedentes".

"Importantes volumes de lama são despejados desde essa estação até às águas do recife, o que fragiliza o coral", explicou.

"Todas as ações para reduzir a poluição dos resíduos que vêm de Springfield vão ajudar à reconstrução do coral", concluiu.

com Lusa

06
Jun16

Luta pela água estará na origem da Terceira Guerra Mundial

SAPO TL

Em 2015, dados de satélite da NASA revelaram que 21 dos 37 grandes aquíferos do globo estão a passar por stress hídrico, uma crise que, numa era em que há cada vez mais actividades agrícolas e industriais – e mais espalhadas pelo globo – deverá intensificar esta crise.



Um jovem brinca numa fonte em Friedrichshafen, Alemanha. Foto: Felix Kaestle/EPA




Segundo Rajendra Singh, conhecido como “o homem da água da Índia”, estes aquíferos podem ser revitalizados com a ajuda da comunidade, mas existe um grande ponto de interrogação em relação ao stress hídrico: até que ponto ele estará na origem de uma espécie de Terceira Guerra Mundial?


 


“Estamos às portas da Terceira Guerra Mundial. E essa terá como ponto de origem a [falta de] água, se não fizermos nada para parar esta crise”, explicou o também fundador da ONG (organização não-governamental) Tarun Bharat Sangh, que lançou uma série de conversas – World Water Peace Talks – para colocar o assunto na ordem do dia.


 


“Estas são conversas para aumentarmos a notoriedade [do tema] – este ano cobrimos 17 países e em nove deles existiam pessoas deslocadas. Onde o terrorismo está activo existe, normalmente, escassez de água. Há muitas pessoas, no Médio Oriente e países africanos, que estão a ir para a Europa devido à falta de água”, continuou.


 


Segundo Singh, foram as grandes empresas que criaram o mercado da água. “Elas poluem os nossos rios e depois fazem-nos pagar para beber água. Dizem que apenas com um preço alto de mercado é que conseguimos disciplinar a sua utilização, mas isso não é verdade. Na minha região, há 19 anos que o nosso parlamento criou regras e regulamentos sobre água que todos seguem – e existe água para todos”, afirmou Singh.


 


“A gestão comunitária e sustentável de água existe há milhares de anos, sem que ninguém pusesse um valor [no recurso]. Por que é que precisamos disso hoje? Porque o sector corporativo está a fazer as regras. A privatização não é a resposta e cobrar mais também não”, concluiu Singh ao Quartz.


 


Fonte: Green Savers

30
Mai16

Pelo menos 35% dos corais da Grande Barreira na Austrália estão moribundos

SAPO TL

Pelo menos 35% dos corais das regiões norte e centro da Grande Barreira na Austrália estão mortos ou prestes a morrer devido ao fenómeno do branqueamento ou descoloração dos recifes, anunciaram hoje cientistas. 


 



 


A conclusão é fruto de meses de análises aéreas e subaquáticas, após o maior branqueamento registado da história se ter tornado evidente em março, com o aquecimento das águas.


 


Terry Hughes, diretor do ARC Centro de Excelência de Estudos sobre Recife de Coral na Universidade James Cook, explicou que o aquecimento global está a destruir o local classificado como Património da Humanidade.


 


"Descobrimos que, em média, 35% dos corais estão mortos ou a morrer em 84 recifes que analisámos ao longo das secções norte e centro da Grande Barreira de Coral, entre Townsville e Papua Nova Guiné", disse, em comunicado.


 


"Esta é a terceira vez em 18 anos que a Grande Barreira de Coral experienciou branqueamento massivo devido ao aquecimento global, e o que se passa agora é muito mais extremo do que o que medimos anteriormente", explicou.


 


Foi necessário pelo menos uma década para a recuperação da cobertura dos corais, "mas vai demorar muito mais para recuperar os corais maiores e mais antigos que morreram", indica o comunicado conjunto de três universidades.


 


Os investigadores da Universidade James Cook já tinha indicado, em abril, que 93% da área de 2.300 quilómetros -- o maior ecossistema de corais do mundo -- foi afetada pelo fenómeno do branqueamento.


 


Esta descoloração ocorre em condições ambientais anormais, como aumento da temperatura da água do mar, fazendo os corais expelir pequenas algas fotossintéticas, retirando a sua cor.


 


com Lusa

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